quinta-feira, 10 de abril de 2008

Hoje.


Dei valor hoje aos copos, xícaras, garrafas.
Dei valor à vassoura ao lado da geladeira.
Dei valor ao chão, me sentando nele.
E ao ar também... respirando mais do que eu pudesse
para sentir o cheiro de tudo.
Dei valor ao café que eu bebia
permitindo que me queimasse a língua.
Dei valor aos meus lábios rachados
por um inverno intenso que existe dentro de mim
e do qual ninguém ainda soube me preteger.
Dei valor ao silêncio
Dei muito valor ao silêncio
Ainda dou valor ao silêncio.
Dei valor à inicial no meu pulso esquerdo
feito por hidrocor preto
Para sempre! ( M. ).

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