Saí da escola e estava sendo perseguida. No meio dos alunos, dos tumultos, dos gritos de alegria que pertubam apenas por serem gritos, nada contra alegria.
Decidi não ir para casa. Dessa vez eu saberia quem me persegue. Sempre senti que havia alguém. Sempre...
Uma vez foi um taxista. Velho, ridículo. Devia pensar que eu era uma prostituta. Me aborreci e isso quase foi fatal para ele. Não gosto de taxistas.
Sonhava que fossem amores. Um apaixonado por mim. Que quisesse me entregar cartas ou apenas me olhar.
Andei tanto e a cada passo sentia mais próximo. É como se fosse ouvir. Apenas ouvir a aproximação, a perseguição, o cheiro tão forte e tão perto de alguma coisa que eu reconhecia. [ de tão longe...].
De manhã a chuva me irrita. Não gosto de guarda-chuvas. Mas agora a chuva me agrada e parece escorrer quem me persegue para mim. Os pingos no meu rosto eram como lágrimas pesadas, mas começavam da testa. Saudade. Saudade de quem me persegue.
[Eu ouço a voz; eu sinto o cheiro; é música; me aperta; não é um romance; ninguém está rindo; me aperta; é desesperador; e eu não olho para trás hoje;nunca ouveram mãos; olhei e encarei dez, sete ou apenas cinco pessoas e não reconheci nenhuma.]
Ao entrar ali, e não ouvir a música; olhei para trás... um espelho.
sábado, 10 de novembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário