O dia em que eu imitei uma galinha escandalosa em meio uma rodinha, na aula de Biologia. O dia em que girei, girei, girei. Queria, talvez, saber como era ser uma bola, tão grande quanto a Terra, ou estivesse forçando mudar em forma de giros.
Aquele dia em que foi legal sentar sozinha na calçada; triste ver o gatinho preto, chato ir embora e a PirikitaCat ir embora também. Quando eu chorei pela Pit Coelha, sentada na privada do banheiro da escola, ou quando no mesmo lugar eu chorei por me sentir babaca e sozinha demais. Ou quando eu propositadamente errei o caminho de casa só para ver se conseguia direcionar meus pensamentos para a casa do caralho. E andava tanto que todos aqueles lugares eram certos e eram meus em segundos. E em segundos eu via para em segundos não lembrar mais.
O dia em que fui aceitar perder. E agradecer às ironias maldosas. E a inventar acontecimentos só para não parecer que estava tudo ainda muito vazio.
Quando amei e quando fiz morrer. Quando aceitei e mesmo sabendo dos riscos fui me meter a errar de novo. Naquele dia que precisei, que chinguei demais, que calei demais, que dormi, que não comi, que sofri, que ri e ri e ri e ri demais.
Repetição.
E novo dia, novo dia, novo dia, novo dia, novo dia. E muda a música.
Obs: propositadamente é uma palavra existente na Língua Portuguesa?
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário