Ah! Saiu com uma maquiagem meio rabugenta hoje. Na verdade era a mesma maquiagem de ontem. Estava com um pouco de pressa porque não queria que ninguém a visse sair. Vestiu um jaleco preto, calçou um tênis, pegou sua bolsa e foi.
Tomou um café na padaria mesmo. E lembrou de outro café. Do dono do café. De outra padaria. Ai vieram aqueles barulhos em sua cabeça, aquelas escadas, os papéis, o sono. Quis andar um pouco. Então foi até à casa 646. Uma calçada alta, um muro alto. Sentou ali e não via mais aquele velho resmungando na rua. Apenas algumas lojas abertas.
Soluçou de tanto chorar.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
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