Alguma coisa em mim é confusa. Alguma coisa se perde e se eu encontro faço questão de complicar. Enlouquecer é minha rotina. Perder é só um verbo. Tenho mania de amores errados, porque eles duram mais. E eu preciso sentir devagar qualquer coisa que me faça ter certeza de estar viva, mesmo que seja quase na morte. Tenho escrito tanto essa palavra[morte] que até já acredito que ela seja responsável por esses meus enjôos.
Eu hoje vou escrevendo, escrevendo sem subir às palavras anteriores. Apenas preciso ver alguma coisa da qual eu tenha feito por mim mesma, mesmo que isso não mereça honra ou merito nenhum. Que as palavras que saem de mim estejam erradas, que caiam em desarmonia, que se sujem, que sei lá o que. Louca, louca, louca. Sem achar graça por me sentir enlouquecer.
Eu não existo. Sou apenas uma sombra. E mesmo esta não sou eu. Sou sombra de todos a minha volta. Não fazendo nada que possa chamar-lhes muita atenção ou mesmo provocá-los. Sou uma verdadeira covarde. Que coragem só tem mesmo para enfrenter a si mesma. E mesmo assim sair derrotada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
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