Uma boca que parecia quente
Parecia fogo.
Espumava um mistério mortal demais.
Era uma boca a espera.
Uma boca violenta.
Uma boca qualquer.
Era insignificante e idiota demais tudo o que saia dela.
Mas era tudo ela.
Aquela boca.
É fera.
A boca...
Cala.
Deprime.
Esvazia rápido demais.
Era de perto uma boca fria.
E não quer outra boca.
Ela quer mesmo as mãos,
Os braços, as pernas...
Na boca arder o sentimento mais estúpido que ela pudesse sentir.
E descobrir, sem querer, o ridículo sabor de outras bocas...
Só por provar mesmo.
domingo, 2 de setembro de 2007
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